Você não precisa mais ser um repórter de televisão ou um milionário para entrar no vídeo ao vivo. Confira como montar sua própria estrutura de link.

Muitas vezes reclamamos, bradamos com saudosismo que, em outros tempos, tudo era melhor, mais simples, enfim, aquela história de sempre (se você já tem ao menos quase três décadas de vida, é bom dizer).

Filosofias e nostalgia à parte, me diga, quando poderíamos pensar em entrar ao vivo no vídeo por conta própria para todo o país, se houver audiência?

Para os mais novos, recém-introduzidos nas redes digitais, pode até parecer estranho não encontrar a condição de fazer tudo de forma interativa, instantânea, dos jogos à própria comunicação. As coisas já foram bem diferentes, analógicas e, não raramente, a única chance que muita gente tinha de entrar ao vivo era aparecendo de “bicão” nos links das emissoras de TV (não que isso seja legal…).

Ok, já deu para entender que ficou muito fácil realizar transmissões ao vivo, nos dias de hoje, para todos os interessados, sendo assim, vamos passar algumas dicas para que você aproveite essa facilidade e, se tudo der certo, passe a rentabilizar com ela, ou ao menos ganhe alguns minutinhos de boa fama. Vai que, né?

 

Kit de transmissão ao vivo do tamanho do projeto

Essa é a primeira dica que podemos passar, antes que você chegue em uma loja de eletrônicos com um cheque em branco, na ânsia de gastar uma quantia fora de contexto em equipamentos que serão jogados empurrados pelos vendedores.

Se a sua intenção é entrar ao vivo de forma simples, para um público reduzido, talvez para complementar o material que você disponibilizou em seus infoprodutos, por exemplo, em sessões atualmente conhecidas como Webinar, bastaria um notebook razoável (que já imaginamos que você tenha) e uma webcam satisfatória, isso se o seu note já não tiver um.

Se queremos colocar música no meio, como pequenos shows ou eventos gerais de entretenimentos, devemos contar com equipamentos de som, mesmo que seja da própria organização. Se o salto é ainda maior, com a intenção de alterar GCs (créditos e nomes) e introduzir elementos na transmissão, necessitamos do Tricaster, aparelho específico para a ação.

As tais das mesas de cortes, que também podem ser chamadas de switchers, são utilizadas para as tão bem vindas trocas de câmeras e para inserções dos tais créditos, exatamente como vemos na televisão. Alguns programas também podem fazer essa função, caso você ache um pouco demais esse tipo de equipamento.

Placas de captura também são necessárias, assim como microfones direcionados ou lapelas, no caso de entrevistas e transmissões do gênero. O fato é que, sim, você pode fazer uma transmissão simples pelo Facebook ou Youtube, mas não apresentarão o mesmo grau de qualidade e profissionalismo que uma estrutura adequada pode render.

Sendo assim, é importantíssimo definir de uma vez por todas qual é o tamanho de seu salto. Para quem não tem o mínimo interesse em criar um negócio rentável à partir da estrutura que uma câmera profissional, microfones e uma placa de captura pode te oferecer podendo custar até cerca de R$12 mil, definitivamente, não vale tanto a pena o investimento.

 

Atenção total na qualidade

Pensando em transmissões um pouco menos expansivas, aproveitando toda o espaço que redes como o Facebook nos oferecem, devemos manter olhos e ouvidos bem atentos à qualidade de sua apresentação. Sinceramente, ninguém segura muito tempo assistindo uma transmissão tremida, muito menos com áudio baixo, nada audíveis.

O primeira checagem é a qualidade da internet de onde você está realizando a transmissão. Garanta ter ao menos 2MB de uplink, essencial para que nenhum momento da transmissão seja interrompido, não vale nem a pena pensar nisso.

Transmissões menores podem ser lançadas na rede utilizando a internet 4G, mas considere o fato de que a conexão pode ratear, ou seja, é primordial confiança no serviço que contratamos, coisa que nem sempre é possível.

A sincronização de áudio e vídeo devem ser perfeitas, sempre. Caso a captação seja feita através de uma única fonte, como um celular ou um microfone acoplado a uma câmera DSLR, não há muito perigo, o problema é quando dispomos de todos aqueles equipamentos que citamos anteriormente.

Nesse caso, o ideal é conectar todas as fontes (chamaremos assim), como o cabo da câmera e uma placa de áudio, na tal da placa de captura, fazendo com que a sincronização seja mais segura.

Outro ponto primordial em sua estrutura: Não hesite em utilizar tripés de qualidade, se for o caso, mesmo que para manter um celular. São esses pequenos detalhes que fazer toda a diferença no produto final.

O toque final é a revisão de seu notebook ou computador. As vezes nos esquecemos disso, mas os atributos fazem toda a diferença, principalmente quando a transmissão é pesada, profissional. Um processador I7 com 8gb de Memória Ram, nesses casos, é mais do que indicado.

 

Planejamento detalhado

Sua transmissão ao vivo, se não estamos enganados, estará atrelado a intenção de vender infoprodutos (ou produtos físicos), ou de criar uma audiência grande o suficiente para ser convertida em propaganda. Naturalmente, quando bolamos projetos assim, queremos capitalizar e, para isso, não basta um bom material de captação e transmissão.

É imprescindível fazer uma ótima chamada para o vídeo, divulgá-lo em seus canais, tratar muito bem aqueles que participam da transmissão, assim como planejar e abordar temas que não deixem que seus momentos ao vivo sejam banais e pouco importantes. A atuação, se houver alguma em seu roteiro, também deve ser minimamente qualificado, para manter os espectadores. Q

Contar com um kit de transmissão ao vivo pode ser um verdadeiro trunfo a ser explorado pelos empreendedores digitais, por isso, vá treinando seu carisma em frente ao espelho para quando chegar a hora H.